FC Porto 1-0 Tondela Falta de eficácia na origem de uma vitória sofrida

Em dia de festa no Dragão, a prenda de aniversário só chegou aos 85′ pelo regressado Tiquinho Soares. Num jogo em que a vitória era importante, por diversos motivos, desde logo o empate do rival vermelho e consequente possibilidade de os passar na classificação antes da viagem à Luz, a exibição foi melhor que as anteriores e só a gritante falta de eficácia não tornou a festa mais bonita e sobretudo com menos sofrimento.

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Melhorou – Neste jogo já vimos um FC Porto melhor do que nos jogos anteriores. A primeira parte teve uma avalanche ofensiva rumo à baliza contrária e ao intervalo já tínhamos mais remates que nos 90 minutos de todos os jogos anteriores (21 remates à baliza – 15 dentro da área – 6 enquadrados e no final acabámos com 31 remates – 20 dentro da área – 9 enquadrados). Na 2ª parte a produção ofensiva baixou mas continuámos a mandar no jogo e na procura do golo da vitória sem nunca permitir uma oportunidade de golo ao adversário. No geral foi uma boa exibição. No entanto ainda há muito a melhorar principalmente no último terço de terreno. Melhor definição no último passe e um futebol com mais cabeça e menos coração.

Otávio – Otávio tem superado as minhas expectativas (admito que não eram grandes) e da maioria dos Portistas. É dos poucos que começou a época em boa forma e ontem foi o maior dinamizador do ataque Azul e Branco principalmente na 1ª parte. Na segunda, tal como a equipa, baixou de rendimento mas mesmo assim ainda esteve entre os melhores. Foi o jogador com mais dribles eficazes (6/6) jogador que mais vezes teve a bola (86 toques) e ganhou 11/15 duelos ofensivos.

Alex Telles – Boa exibição do lateral esquerdo. Parece estar a voltar à boa forma da época passada e canalizou muito jogo ofensivo pelo seu lado. Efetuou 20 cruzamentos!! em todo o jogo, a maioria bem efetuados mas foi pena que muitos deles não tenham sido bem aproveitados.

Soares – Regressou à competição em boa hora e com prenda. Marcou o golo da vitória aos 85′ o que por si já é bom mas não ficou por aí. Soares trouxe outra agressividade ao ataque Azul e Branco e capacidade de abrir e apoiar nas laterais. Com a lesão de Aboubakar (rotura total do ligamento cruzado anterior e lateral interno, em risco de não jogar mais esta época) tem o caminho aberto para a titularidade, pena não ter sido inscrito na Champions (facto que ainda não percebi).

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Felipe – Não fez um mau jogo mas está no “Balões” apenas devido à falta de tranquilidade quando os jogadores do Tondela o estavam a picar no final do jogo. Com o Padre Godinho bastava um mínimo deslize para ser expulso e falhar o jogo na Luz. Deixou-se levar um pouco pela emoção. Acredito que não seja fácil mas Felipe já é experiente e, principalmente, já sabe como é aqui em Portugal.

Finalização – A capacidade ofensiva do FC Porto, principalmente na 1a parte, só não ficou demonstrada no resultado por incapacidade na finalização, principalmente dos 2 avançados, e pela boa exibição do guarda-redes adversário. Com exceção do jogo com o Chaves na 1ª jornada, este foi o jogo em que tivemos mais oportunidades flagrantes de golo (4). Quando se falham golos cantados fica mais difícil ganhar. Assim aconteceu. O jogo podia ter ido para intervalo já praticamente resolvido mas não marcámos e tivemos de sofrer até ao final.

FCPtondela

P.S.: Para mim espetáculo é ganhar! Se for ao estádio ver o FC Porto e sair de lá com uma vitória… não me preocupa se é ópera ou bombo.

Dito isto, acho que Sérgio Conceição não se pode queixar dos adeptos do FC Porto e tanto na conferência de imprensa de 5ª feira, ao falar em “pseudo-adeptos”, como na conferência depois do jogo, teve palavras escusadas. Os adeptos têm o direito de “querer” espectáculos bonitos, bom futebol, gostar mais deste ou daquele jogador, desde que seja com respeito e apoiem sempre a equipa. Não me parece que tenha faltado isso e estes adeptos, mais do que nunca, têm apoiado incondicionalmente a equipa. Imagino como reagiria Sérgio Conceição se vivêssemos tempos como vivemos não há muitos anos. Sem grande apoio institucional e ao mínimo passe falhado haviam assobiadelas. Lembro-me de um, entre outros, que foi bicampeão com apenas uma derrota, em Barcelos, roubadinho pelo Bruno Paixão, perdeu jogadores fundamentais como Falcão e Hulk, foi denominado desde o primeiro dia como o “adjunto” e nunca caiu na graça dos adeptos!

Caro Mister, deixa lá os adeptos! Eles estão cá para apoiar e a exigência, como bem sabes, neste clube sempre foi e sempre será máxima. Um dia seguirás a tua carreira noutro clube e nós continuaremos com a mesma exigência, o mesmo lugar e o mesmo Amor ao FC Porto!

Termino como comecei, para mim Espetáculo é ganhar!!!

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